Controle de Processos

Notícias

Recebe Nossa Newsletter

Cadastre e fique por dentro de tudo o que acontece no universo jurídico.

Previsão do tempo

Hoje - Brasília, DF

Máx
29ºC
Min
18ºC
Predomínio de

Hoje - São Paulo, SP

Máx
31ºC
Min
19ºC
Predomínio de

Hoje - Rio de Janeiro, RJ

Máx
29ºC
Min
24ºC
Predomínio de

Em homenagem ao Mês da Consciência Negra, Museu da Justiça debateu a escravidão no Brasil

O Museu da Justiça promoveu na terça-feira (23/11) uma live com o tema “Racismo Estrutural: Legados da Escravidão no Brasil”, com os palestrantes Beatriz Mamigonian, professora do Departamento de História da UFSC e pesquisadora na área da abolição do tráfico de escravos e nas transformações da escravidão no século XIX, e Flávio Gomes, professor da UFRJ e pesquisador do CNPQ.  A palestra, que teve a mediação do chefe do Serviço de Acervo Textual, Audiovisual e de Pesquisas Históricas (SEATA) Gilmar de Almeida Sá, trouxe uma reflexão acerca do fenômeno chamado Racismo Estrutural no Brasil, e mostrou a importância da pesquisa e da preservação da documentação judiciária para que esses casos não acabassem caindo no esquecimento. “As pesquisas da última década que focam a escravização e a reescravização mostram que os casos que chegaram ao Judiciário são muito contundentes e convergem em vários pontos”, explicou Beatriz Mamigonian, ressaltando a relevância do trabalho de documentação e preservação histórica realizado pelo Museu da Justiça e pelo Arquivo do TJRJ.  Entre os vários exemplos relatados pela professora está o caso de Hipólita Maria das Dores, uma mulher livre, mulata, nascida em 1823, filha de uma mulher liberta e de um homem livre, que foi escravizada quando criança pelo genro da sua madrinha e levada para o Ceará, onde viveu 17 anos no cativeiro. Hipólita teve seis filhos e travou uma batalha judicial enorme contra o homem que a tinha escravizado.    Flávio Gomes afirmou que o trabalho junto às fontes judiciárias foi de fundamental importância para traçar a historiografia brasileira e para localizar o escravizado através desses processos judiciais.  “Durante muito tempo, se falou de uma escravidão genérica, sem nenhum tipo de preocupação com espaços e tempos, como se a escravidão do Sec. XVI fosse continuada ao longo dos séculos seguintes. Apenas a partir do século XIX começou a se pensar mais sobre os escravizados e não apenas sobre a escravização. A documentação do Judiciário foi muito importante, porque nos deu a possibilidade de identificar as diferentes percepções dos escravizados”, explicou o professor, afirmando ainda que os inventários pesquisados nos arquivos do Judiciário também foram de grande importância para demostrar os diferentes tipos de escravidão que havia no Brasil. A live está disponível no Youtube do Tribunal de Justiça do Rio. Para assistir clique aqui.    
25/11/2021 (00:00)
Visitas no site:  2331593
© 2022 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.